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domingo, 5 de junho de 2011

O mito do nascimento do amor

"Quando nasceu Afrodite, banqueteavam-se os deuses, e entre os demais se encontrava também o filho de Prudência, Poros, o esperto. Enquanto se banqueteavam, aproximou-se Penia, a Penúria, para mendigar as sobras da festa, e sentou-se à porta. Embriagado pelo néctar, pois o vinho ainda não existia, Poros se encaminhou para os jardins de Zeus e lá adormeceu, dominado pela embriaguez. Foi então que Penia, em sua miséria, desejou ter um filho de Poros. Deitou-se a seu lado e concebeu a Eros, o amor. Por esse motivo é que Eros tornou-se mais tarde companheiro e servidor de Afrodite, pois foi concebido no dia em que esta nasceu. Além disso, Eros, devido à sua natureza, ama o que é belo e, como sabemos, Afrodite é bela. E por ser filho de Poros e Penia, Eros tem o seguinte fado: é pobre, e muito longe está de ser delicado e belo, como todos vulgarmente pensam. Eros, na realidade, é rude, é sujo, anda descalço, não tem lar, dorme no chão duro, junto aos umbrais das portas, ou nas ruas, sem leito nem conforto. Segue nisso a natureza da mãe que vive na miséria.
Por influência da natureza que recebeu do pai, Eros dirige a atenção para tudo que é belo e gracioso: é bravo, audaz, constante e grande caçador: está sempre a deliberar e urdir maquinações, a desejar e a adquirir conhecimentos, filosofa durante toda sua vida; é grande feiticeiro, mago e sofista.
Não vive, propriamente, nem como imortal nem como mortal. No mesmo dia, ora floresce e vive, ora morre e renasce, se tem sorte, graças aos dons recebidos pela herança paterna. Rapidamente passam pelas suas mãos os proveitos que lhe trazem a sua esperteza. Assim, nunca se encontra em completo estado de miséria, nem, tampouco, na opulência.
Oscila, igualmente, entre a sabedoria e a tolice: devido ao seguinte motivo: nenhum dos deuses, como é claro, exerce a filosofia, ou deseja ser sábio, pois que como deus já o é; quem é sábio não filosofa; não filosofa nem deseja ser sábio, também, quem é tolo, e aí reside o maior defeito da tolice: em considerar-se como alguma coisa de perfeito, conquanto, na realidade, não seja nem justa nem inteligente. E quem não se considera incompleto e insuficiente, não deseja aquilo cuja falta não pode notar."
Platão, Banquete, 203b

O que é Filosofia?


     AMAR O SABER  - O FILÓSOFO SE ENCONTRA ENTRE DOIS EXTREMOS: A IGNORÂNCIA E A SABEDORIA
    O sábio não é aquele que detém o saber, mas o amigo do saber, aquele que ama o saber e, por isso, busca-o. A sabedoria seria privilégio dos deuses; aos homens, cabe buscá-la, sem pretender tê-la alcançado de todo. A etimologia da palavra filosofia remete a uma atividade, não a um conteúdo.Entre as características principais do diálogo filosófico que destacaremos, estão a construção de conceitos, a argumentação e a problematização.Com Platão e Sócrates, a filosofia se estabelece como essencialmente dialógica, valorizando a construção do saber interlocutor e pelo próprio filósofo. Estudar filosofia é também estudar problemas filosóficos. Aprender a articular, conceitualmente, os pensamentos, articular as ideias de forma rigorosa e buscar os fundamentos e a completude das explicações, das compreensões. Fazer filosofia é pensar, é questionar formulando sua própria compreensão, o que, em alguma medida, todos o fazem. Todas as pessoas formulam alguma compreensão do mundo. A visão filosófica de cada um vai se formando em seu próprio itinerário, e é por isso que o processo está sempre em aberto, o que é próprio da busca filosófica. A filosofia tem o dom de fazer amizades e não é uma "andorinha"solitária.










DIREITOS HUMANOS

Os direitos humanos são em sua essência, direitos que temos pelo simples fato de existir. Durante a história da humanidade esses direitos ...